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AtualizadoQua, 23 Set 2020 8pm

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IBIS II - anastrozol ou tamoxifeno no CDIS

Cuzick_Jack_NET_OK.jpgDados do estudo IBIS II apresentados por Jack Cuzik (foto), diretor do Wolfson Institute of Preventive Medicine na Queen Mary University, em Londres, mostram que não houve diferença significativa nas taxas de recorrência entre mulheres com carcinoma ductal in situ (CDIS) em uso de anastrozol ou tamoxifeno, mas foram encontradas diferenças importantes nos perfis de efeitos secundários.

 

"Ambos os grupos tiveram resultados semelhantes de eficácia global, com dados discretamente melhores para o anastrozol”, disse Cuzick.

O IBIS II é um estudo multicêntrico, randomizado, controlado por placebo, que avaliou 2980 mulheres pós-menopáusicas com carcinoma ductal in situ ER+ para receber 5 anos de tratamento com anastrozol ou tamoxifeno. Entre março de 2003 e fevereiro de 2012, o estudo inscreveu 2980 pacientes de 236 centros de tratamento, em 14 países. As mulheres foram randomizadas 1:1 para receber anastrozol (n=1449), na dose de 1 mg, via oral, ou tamoxifeno (n=1489), 20 mg, via oral, a cada 5 dias.

O objetivo primário do estudo foi avaliar a recorrência do câncer de mama. Após um acompanhamento médio de 7,2 anos, 144 participantes tiveram recidiva (67 recorrências para anastrozol versus 77 para o tamoxifeno; HR 0 · 89 [IC 95% 0 · 64-1 · 23]). Um total de 69 mortes foram registradas (33 para o anastrozol versus 36 para o tamoxifeno; HR 0 · 93 [IC 95% 0 · 58-1 · 50], p = 0 · 78).
 
Resultados preliminares mostraram uma taxa de recorrência de 7,4% no grupo de tamoxifeno e de 6,6% no grupo de anastrozol, que preencheram o critério de não inferioridade. No entanto, pacientes no braço anastrozol demonstraram redução maior do câncer invasivo na comparação com tamoxifeno (47% vs 20%), ainda que a diferença não tenha alcançado significância estatística.
 
No entanto, os perfis de recorrência do câncer mostram que mulheres tratadas com anastrozol foram menos propensas a apresentar doença HER2-negativo, enquanto mulheres em uso de tamoxifeno foram menos propensas a ter recorrência do câncer HER2-positivo.
 
O grupo tratado com anastrozol também apresentou menos casos de câncer de endométrio, ovário ou pele em comparação com mulheres que tomaram tamoxifeno, mas tiveram mais problemas músculo-esqueléticos, hipercolesterolemia e secura vaginal. Entre as mulheres que tomaram tamoxifeno, os eventos tromboembólicos foram mais reportados, assim como questões ginecológicas, como hemorragia vaginal. "A escolha pode depender mais da tolerabilidade e de condições associadas a efeitos adversos do que propriamente da eficácia", disse Cuzick.
 
O IBIS II teve apoio da AstraZeneca, da Sanofi Aventis e do Cancer Research UK.

Referência: Anastrozole versus tamoxifen for the prevention of locoregional and contralateral breast cancer in postmenopausal women with locally excised ductal carcinoma in situ (IBIS-II DCIS): a double-blind, randomised controlled trial

 

 

 
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