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AtualizadoSeg, 23 Nov 2020 9pm

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Participação brasileira na conferência mundial de câncer de pulmão

Importantes estudos liderados por pesquisadores brasileiros serão tema de apresentação durante a 17ª Conferência mundial de câncer de pulmão, a World Conference of Lung Cancer, em Viena, de 4 a 7 de dezembro. A presença no programa científico deste ano reflete o interesse crescente de pesquisadores e centros de câncer no Brasil e o entusiasmo diante de uma nova era de seleção terapêutica baseada em perfis moleculares.

Gilberto de Castro Junior , oncologista do ICESP, é o primeiro autor do ASCEND-4, estudo randomizado de Fase III que avalia a segunda geração de inibidores de quinase (Ceritinib versus Quimioterapia em pacientes com ALK+ em CPNPC). Castro apresenta os resultados do estudo em sessão Plenária na terça-feira, dia 6 de dezembro.

Em sessão que discute essencialmente a prevenção secundária em diferentes experiências de rastreamento, Ricardo Sales dos Santos, cirurgião torácico do Hospital Israelita Albert Einstein e Diretor Geral do Instituto Tórax, apresenta os resultados do estudo Pró-Pulmão, o programa piloto de rastreamento em São Paulo (Performance of ACR Lung-RADS in the 1st Brazilian Lung Cancer Screening Trial - BRELT1).

A oncologista Clarissa Mathias, presidente do Grupo Brasileiro de Oncologia Torácica (GBOT), também marca presença em Viena e apresenta a experiência dos grupos cooperativos de pesquisa na América Latina. “O Brasil tem vários pesquisadores que conseguiram implementar centros de pesquisa em várias instituições”, diz Clarissa.
Hoje, o GBOT está abrigado no LACOG e integra diferentes iniciativas de pesquisa, incluindo a participação no CLICaP (Latin American Consortium for Lung Cancer Research) , um consórcio que já publicou mais de 20 estudos em câncer de pulmão, envolvendo México, Costa Rica, Panamá, Venezuela, Colômbia, Equador, Peru, Chile, Argentina e Uruguai, além do Brasil.

Na sessão de posters, o oncologista Vladmir Cláudio Cordeiro de Lima apresenta em Viena dados do PARSIMONY, estudo de coorte retrospectivo patrocinado pelo INCA para avaliar o impacto da quimioterapia de consolidação na sobrevida global de pacientes com câncer de pulmão não pequenas células (CPNPC) estadio III. A pesquisa é multi-institucional, também realizada com apoio do LACOG.

O médico Luiz Araújo, oncologista do Grupo COI (Clínicas Oncológicas Integradas), apresenta os resultados do estudo sobre a genotipagem do câncer de pulmão em pacientes brasileiros que investiga um painel de 81 genes, como EGFR, ALK, KRAS, NRAS, BRAF e ROSS. Araújo foi eleito pesquisador-destaque do mês de abril pela Conquer Cancer Foundation (CCF), fundação da Sociedade Americana de Oncologia Clínica (ASCO) que investe no controle do câncer em diversos países. É a primeira vez que um brasileiro recebe esse reconhecimento.
"Entender a biologia do câncer no Brasil ajudará a selecionar os ensaios clínicos adequados e as drogas certas para os pacientes. Por meio do mapeamento genético, é possível não só propor terapias personalizadas, mas também estimar seus custos de implementação", afirma Araújo.

Em mini apresentação oral, outro estudo que marca a presença brasileira na WCLC 2016 deve apresentar dados sobre o impacto econômico dos tratamentos com inibidores de checkpoint anti PD-L1 (MA14.11 - An Estimate of the Economic Impact of Immunotherapy Relative to PD-L1 Expression in Brazil - An Update with Brazilian Costs).

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