26102021Ter
AtualizadoSeg, 25 Out 2021 12am

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Imunoterapia para o mesotelioma maligno de pleura

Zukin_2_NET_OK.jpgO oncologista Mauro Zukin (foto), Diretor Técnico do Americas Centro de Oncologia Integrado e vice-presidente do Grupo Brasileiro de Oncologia Torácica (GBOT), comenta os resultados do estudo francês MAPS-2 (LBA8507), que demonstrou a atividade da imunoterapia no mesotelioma pleural maligno (MPM) após a recorrência.

*Por Mauro Zukin
 
Finalmente a Imunoterapia se mostrou uma opção de tratamento eficaz para o mesotelioma maligno de pleura.
 
O mesotelioma é uma doença rara muito relacionada à exposição de asbestos e geralmente incurável. Os pacientes geralmente recaem após um tratamento de primeira linha de quimioterapia baseado em platina, com uma sobrevida mediana em torno de nove meses.
 
Nesse estudo multicêntrico e randomizado de fase II, foram avaliados 125 pacientes com mesotelioma pleural maligno que já tinham recebido até duas linhas de tratamento, incluindo quimioterapia baseada em platina. Os pacientes foram randomizados para tratamento com nivolumabe 3mg/kg a cada duas semanas ou a mesma dose de nivolumabe associado à ipilimumabe 1mg/kg a cada seis semanas até a progressão ou toxicidade. 70% dos pacientes receberam seis ciclos de tratamento.
 
Após um seguimento mediano de 10,4 meses, o estudo mostrou uma sobrevida livre de progressão de 4 meses para o braço de nivo e 5,6 meses para a combinação. A mediana de sobrevida global foi de 10, 4 meses para nivo e não foi alcançada na combinação, o que é um resultado espetacular para esse cenário.
 
Os efeitos colaterais foram leves e a maioria relacionada a eventos da tireoide, colite e dermatite. Os efeitos mais severos foram observados no grupo de combinação (18% vc 10%), com três mortes relacionadas (uma encefalopatia, uma hepatite e uma insuficiência renal).
 
O estudo mostrou excelente resposta da imunoterapia em uma doença sem novidades há muito tempo, mostrando também que a imunoterapia alcança mais um cenário de tratamento. A quimioterapia se estabeleceu como primeira linha, mas depois disso não temos mais opções. Agora, abre-se uma nova alternativa, ressaltando que deve ser melhor estudada.
 
O que preocupa é ver três mortes relacionadas ao tratamento. Fica a pergunta: será que precisamos dar mais que quatro ciclos de ipilimumabe combinado com nivolumabe?
 
*Autor: Mauro Zukin é oncologista clínico, Diretor Técnico do Americas Centro de Oncologia Integrado e vice-presidente do Grupo Brasileiro de Oncologia Torácica (GBOT).

Leia mais: 
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