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FGFR3 e sensibilidade à platina no câncer de bexiga avançado

jose mauricio oncogu icesp bxO oncologista José Mauricio Mota (foto), chefe do grupo de Oncologia Clínica Geniturinária do ICESP/FMUSP, é primeiro autor de estudo que buscou determinar a associação entre o status do gene FGFR3 e resposta à quimioterapia à base de platina em pacientes com tumores de bexiga músculo-invasivos ou carcinomas uroteliais metastáticos. Os resultados foram publicados no periódico European Urology.

Alterações no FGFR3 ocorrem em aproximadamente 15% dos tumores de bexiga músculo-invasivos (MIBCs) e carcinomas uroteliais metastáticos (mUCs). Nesse estudo, os autores realizaram uma revisão retrospectiva e comparativa entre pacientes atendidos no Memorial Sloan Kettering Cancer Center com tumores de bexiga músculo-invasivos tratados com quimioterapia neoadjuvante (NAC), pacientes com carcinomas uroteliais metastáticos tratados com quimioterapia de primeira linha à base de platina (coorte M1) e pacientes com tumores de bexiga músculo-invasivos incluídos no banco de dados do The Cancer Genome Atlas (TCGA).

Resposta patológica, sobrevida livre de recidiva (RFS) ou livre de progressão (SLP) e sobrevida global (SG) foram comparadas entre pacientes com alteração do FGFR3 (FGFR3alt) e sem alteração (FGFR3 selvagem [FGFR3wt]) nas três coortes.

Resultados

Entre os 72 pacientes com quimioterapia neoadjuvante, 9 (13%) apresentaram alterações de FGFR3 (FGFR3alt), dos quais nenhum teve resposta patológica completa e apenas três tiveram estadiamento patológico <ypT2. A alteração no FGFR3 foi associada a menor sobrevida livre de recidiva (hazard ratio, 2,74; p = 0,044).

Entre os pacientes do TCGA que foram submetidos à quimioterapia adjuvante (n = 74), aqueles com FGFR3alt também apresentaram menor sobrevida livre de recidiva. Já entre os pacientes do TCGA que não receberam quimioterapia, a alteração no FGFR3 foi associada a maior sobrevida livre de recidiva e sobrevida global.

Na coorte M1 (FGFR3alt, n = 27; FGFR3wt, n = 81), o FGFR3alt foi associado a maior frequência de acometimento do pulmão e de linfonodos não regionais . Apesar das taxas de resposta mais baixas entre os pacientes com FGFR3alt (37% vs 49%; p = 0,056), a sobrevida livre de progressão e a sobrevida global não foram significativamente diferentes dos pacientes com FGFR3 selvagem.

 “Os resultados sugerem que as alterações no gene FGFR3 podem estar associadas a menor benefício com quimioterapia baseada em platina no cenário da doença músculo-invasivo ou metastática. Esse trabalho levanta a hipótese de que a avaliação do status do FGFR3 possa servir como potencial biomarcador para refinar a seleção de tratamento no futuro”, concluem os autores.

Referência: Fibroblast Growth Factor Receptor 3 Alteration Status is Associated with Differential Sensitivity to Platinum-based Chemotherapy in Locally Advanced and Metastatic Urothelial Carcinoma - Min Yuen Teo, Jose Mauricio Mota et al - Published: August 01, 2020 - DOI: https://doi.org/10.1016/j.eururo.2020.07.018


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