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AtualizadoTer, 19 Out 2021 8pm

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Daichii Sankyo

SGO 2021

ARIEL4: rucaparibe mostra resultados no câncer de ovário com mutação BRCA

andreia melo 2020 bxO estudo randomizado de Fase III ARIEL4 demonstrou ganho em sobrevida livre de progressão com rucaparibe em pacientes com câncer de ovário recidivado avançado com mutação no gene BRCA que receberam duas ou mais linhas anteriores de quimioterapia. Os resultados foram apresentados em sessão plenária do SGO 2021 Annual Meeting on Women’s Cancer. A oncologista Andréia de Melo (foto), do Instituto Nacional de Câncer - INCA, é coautora do trabalho.

O ARIEL4 (NCT02855944) é um estudo multicêntrico de Fase III, randomizado, avaliando rucaparibe versus quimioterapia em pacientes totalmente sensíveis à platina, parcialmente sensíveis à platina e resistentes à platina com câncer de ovário de alto grau recidivado com mutação no gene BRCA (linhagem germinativa e/ou somática) que receberam duas ou mais linhas anteriores de quimioterapia. O endpoint primário do estudo é a sobrevida livre de progressão avaliada pelo investigador. Endpoints secundários incluíram taxa de resposta objetiva (ORR) por RECIST e segurança. Cada endpoint de eficácia foi primeiro avaliado na população de eficácia (pacientes randomizadas com mutações BRCA deletérias, excluindo aquelas com mutações de reversão BRCA), passando para a população intent to treat (ITT; todas as pacientes randomizadas).

O estudo envolveu 349 mulheres na Europa, Israel e América do Norte e do Sul. As pacientes foram randomizadas 2:1 para rucaparibe oral 600 mg duas vezes ao dia ou quimioterapia padrão, e estratificadas com base no intervalo livre de progressão (> = 1 a <6 meses = resistente à platina; > = 6 a <12 meses = parcialmente sensível à platina; > = 12 meses = sensível à platina). Pacientes no braço de quimioterapia com doença resistente à platina ou parcialmente sensível à platina receberam paclitaxel 60-80 mg/m2 semanalmente; pacientes com doença totalmente sensível à platina receberam quimioterapia baseada em platina de escolha do investigador (carboplatina ou cisplatina de agente único ou doublet de platina [carboplatina + paclitaxel, carboplatina + gencitabina ou cisplatina + gencitabina]). Amostras de plasma pré-tratamento foram avaliadas para mutações de reversão BRCA.

Resultados

Um total de 233 pacientes foram randomizadas para rucaparibe e 116 para quimioterapia (cutoff em 30 de setembro de 2020); 179 (51,3%) tinham resistência à platina, 96 (27,5%) eram parcialmente sensíveis à platina e 74 (21,2%) tinham doença totalmente sensível à platina. As 23 pacientes (6,6%) com mutações de reversão BRCA e 1 paciente sem mutação BRCA foram excluídas da população de eficácia. A mediana de SLP foi significativamente mais longa com rucaparibe versus quimioterapia em ambas as populações de eficácia e ITT.

Na população de eficácia (n = 325), o braço de rucaparibe (n = 220) alcançou significância estatística em comparação com o braço da quimioterapia (n = 105) para o desfecho primário de SLP, com hazard ratio de 0,64 (p = 0,001). A mediana de SLP para as pacientes na população de eficácia tratadas com rucaparibe foi de 7,4 meses versus 5,7 meses entre aquelas que receberam quimioterapia.

Além disso, na população ITT (n = 349), o braço rucaparibe (n = 233) alcançou significância estatística em relação ao braço de quimioterapia (n = 116) para o desfecho primário de SLP com hazard ratio de 0,67 (p = 0,002). A mediana de SLP para pacientes na população ITT tratadas com rucaparibe foi de 7,4 meses contra 5,7 meses entre aquelas que receberam quimioterapia.

Em uma análise exploratória de pacientes com mutações de reversão BRCA, a mediana de SLP foi mais curta com rucaparibe (n = 13) versus quimioterapia (n = 10); 2,9 versus 5,5 meses, hazard ratio 2,769 (IC 95%, 0,989-7,755). A ORR não foi significativamente diferente entre os braços rucaparibe e quimioterapia em ambas as populações.

Os eventos adversos foram consistentes com os perfis de segurança conhecidos. Os eventos adversos relacionados ao tratamento ≥ grau 3 (TEAEs) mais comuns (> 5%) entre todas as pacientes tratadas com rucaparibe (n = 232) no estudo ARIEL4 foram anemia (22%), neutropenia (10%), fadiga (8%), trombocitopenia (8%) e aumento de ALT/AST (8%).

“Pacientes com câncer de ovário de alto grau avançado e recidivado com mutação n no gene BRCA que receberam rucaparibe tiveram uma melhora significativa na sobrevida livre de progressão em comparação com aqueles que tratados com quimioterapia padrão. Este é o primeiro relatório prospectivo de um estudo randomizado que demonstra que a presença de uma mutação de reversão BRCA prediz resistência primária ao rucaparibe”, concluíram os autores.

“É importante destacar que o Brasil participou ativamente no recrutamento de participantes para o estudo ARIEL4. Os resultados apresentados reforçam a importância do uso de inibidores da PARP no tratamento de pacientes com câncer de ovário de alto grau e mutação no gene BRCA, seja somática ou germinativa”, reforça Andréia.

Referência: Abstract ID: 11479 - Rucaparib versus chemotherapy in patients with advanced, relapsed ovarian cancer and a deleterious BRCA mutation: Efficacy and safety from ARIEL4, a randomized phase III study - Rebecca Kristeleit et al

 

 
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