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Coberturas Especiais

Melanoma_2.jpgNo ano passado, o ipilimumab no tratamento do melanoma metastático concentrou as atenções da oncologia mundial e pavimentou caminho para repetir a mesma performance nesta 50ª ASCO, que novamente apresentou estudos promissores com imunoterapia. Os chamados inibidores de checkpoint são objeto de diferentes pesquisas, que este ano mostraram em Chicago seus principais resultados.

Met__stases_Cerebrais_News_OK.jpgUm levantamento realizado pelo recém-inaugurado HCorOnco a partir da base de dados do DataSUS mostrou que o sistema público de saúde no Brasil apresenta grandes disparidades regionais na mortalidade por cirurgias de câncer do sistema nervoso central (cérebro e medula espinhal). O estudo foi apresentado em poster na reunião anual da ASCO pelos oncologistas Lucíola Pontes e Gilberto Lopes, Coordenador do HCorOnco.

ASCO_prostata_1.jpgO New England Journal of Medicine publicou os resultados de Fase III do estudo PREVAIL, apresentado nesta 50º ASCO por Andrew J. Armstrong, do Duke Comprehensive Cancer Center, que confirmam os benefícios da enzalutamida em pacientes com câncer de próstata metastático resistente à castração (CPRCm). O PREVAIL é um estudo multicêntrico, randomizado e duplo-cego, que avaliou o uso da enzalutamida no cenário pré-quimioterapia, em pacientes refratários ao bloqueio hormonal ou que apresentaram progressão do tumor após orquiectomia bilateral.

Paliativos_1_NET_OK.jpgResultados de um novo estudo, conhecido como ENABLE III, demonstraram os benefícios de um programa de apoio específico de cuidados paliativos por telefone para cuidadores de pacientes com câncer avançado. Os resultados sugerem que quanto mais cedo os serviços de cuidados paliativos forem introduzidos aos cuidadores, mais capazes eles serão de lidar com a experiência de cuidar.

C__ncer_de_Cabe__a_e_Pesco__o_NET_OK.jpgUm novo estudo de fase II sugere que certos pacientes com câncer de orofaringe e papilomavírus humano (HPV) positivo podem receber com segurança a terapia de radiação de baixa dose, usando uma nova abordagem que personaliza a dose de radiação com base na resposta à quimioterapia de indução e outros fatores prognósticos. A redução da dose de radioterapia não comprometeu os resultados – 95% dos pacientes estavam vivos dois anos após o início do tratamento.

Fertilidade_NET_OK.jpgA ASCO este ano deu ênfase às novas estratégias para aliviar os efeitos a curto e longo prazo da terapia de câncer e melhorar a qualidade de vida de pacientes com câncer, bem como a sua cuidadores. "Fizemos progressos incríveis no tratamento do câncer , e mais sobreviventes estão vivos hoje. Mas oncologia não é apenas ajudar as pessoas a viver mais tempo - é preciso garantir que os pacientes tenham a melhor qualidade de vida possível em cada etapa", afirmou Patricia Ganz , diretora do Cancer Prevention and Control Research no Jonsson Comprehensive Cancer Center, Universidade da Califórnia, Los Angeles.

Medicamento_Oral_NET_OK.jpgResultados de um estudo de fase II financiado pelo National Cancer Institute (NCI) sugerem que a combinação de dois medicamentos orais experimentais, o inibidor de PARP olaparib e a droga anti-angiogênica cediranib são significativamente mais ativos contra o câncer de ovário recorrente, sensível à quimioterapia com platina ou relacionado a mutações nos genes BRCA do que o olaparib sozinho. A sobrevida livre de progressão foi de 17,7 meses com o tratamento combinado versus nove meses apenas com olaparib.

Tireoide_2_NET_OK.jpgOs resultados do estudo de fase III SELECT mostraram que lenvatinib é altamente eficaz contra o câncer diferenciado da tireoide resistente à terapia padrão com radioiodine (RAI). A nova droga-alvo oral atrasa a progressão da doença em 14,7 meses, e quase dois terços dos pacientes tiveram redução do tumor. A mediana de sobrevida global não foi atingida.