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Estudo de Joshi et al. na Nature Communication fornece evidências de que o rastreio de HPV, seguido por triagem por inspeção visual com ácido acético (VIA) e tratamento não é inferior à estratégia de teste do HPV e tratamento em mulheres vivendo com HIV. No entanto, os autores destacam que, embora não significativo, houve aumento de 58% e 48% no risco de Neoplasia Intraepitelial Cervical (NIC 2+) no braço de "teste, triagem e tratamento" em relação ao braço de "triagem e tratamento" na análise por intenção de tratar e na análise por protocolo, respectivamente. O médico epidemiologista Arn Migowski (foto) analisa os resultados.

A omissão do estadiamento axilar cirúrgico não foi inferior à biópsia do linfonodo sentinela em pacientes com câncer de mama invasivo T1 ou T2 clinicamente negativo para linfonodos (90% com câncer T1 clínico e 79% com câncer T1 patológico). É o que demonstram os resultados primários do estudo INSEMA publicados por Reimer et al na New England Journal of Medicine (NEJM).

A biópsia guiada por microultrassonografia de alta resolução é uma alternativa à biópsia guiada por fusão por ressonância magnética para diagnóstico do câncer de próstata clinicamente significativo, descrevem pesquisadores do ensaio OPTIMUM, em artigo no JAMA. Os resultados têm implicações importantes para médicos, pacientes e sistemas de saúde.

Estudo multicêntrico realizado em 13 centros de câncer na Holanda demonstrou que a qualidade de vida geral permaneceu estável durante o primeiro ano de tratamento em pacientes com câncer de pâncreas localmente avançado, 89% dos quais receberam tratamento direcionado ao tumor. Os resultados estão em artigo no Journal of the National Cancer Institute (JNCCN).

Estudo de mundo real que avaliou a sobrevida a longo prazo, comparando lobectomia e ressecção sublobar (segmentectomia ou ressecção em cunha) no tratamento do câncer de pulmão de células não pequenas (CPCNP) em pacientes com doença inicial mostra que a lobectomia e a segmentectomia foram associadas à melhor sobrevida global e específica para câncer de pulmão na comparação com a ressecção em cunha para CPCNP estágio IA (≤2 cm).  Os resultados foram relatados por Seder et al. no Journal of Thoracic Oncology e destacam a potencial lacuna entre evidências do mundo real e aquelas obtidas de ensaios clínicos randomizados.

A biópsia do linfonodo sentinela é segura e deve ser considerada como alternativa à dissecção do linfonodo axilar, oferecendo a mesma eficácia em pacientes com câncer de mama T1-T3 e 1-2 linfonodos positivos, conclui revisão de André Mattar (foto) e colegas, publicada na The Breast.  O estudo mostra que a biópsia do linfonodo sentinela reduz o risco de linfedema em 65% em relação à dissecção do linfonodo axilar, mas as taxas de sobrevida e recorrência são comparáveis em 5, 8 e 10 anos de acompanhamento​.​

O câncer de próstata (CaP) é a segunda principal causa de morte por câncer em idosos (≥75 anos). Resultados de longo prazo da radioterapia hipofracionada em pacientes idosos com CaP localizado a partir do banco de dados IPOPROMISE estão em artigo na Prostate Cancer and Prostatic Disease (Nature). A análise confirma o papel da radioterapia na cura de pacientes idosos saudáveis ​​afetados por doença localizada.

O carcinoma hepatocelular (CHC) representa uma carga de saúde global significativa e o vírus da hepatite B (HBV) continua como a etiologia predominante na China. Estudo que buscou desenvolver e validar modelos baseados em N-glicômica sérica para o diagnóstico e prognóstico de CHC em pacientes com cirrose crônica relacionada à hepatite B (CHB) sugere que os modelos são viáveis e podem prever efetivamente a ocorrência e a recorrência do CHC.

Estudo de mundo real analisou dados do Instituto do Câncer do Estado de São Paulo (ICESP) e demonstrou que as taxas de subtratamento foram altas em pacientes idosas com câncer de mama inicial, mas os resultados não foram impactados negativamente. “Não oferecer quimioterapia (neo)adjuvante pode ser uma escolha sensata para pacientes idosos selecionados com câncer de mama inicial, levando em consideração suas comorbidades e estado funcional”, afirmam os autores em artigo publicado no periódico Clinical Breast Cancer. A oncologista Jéssica Monteiro Vasconcellos (foto) é a primeira autora do trabalho.

Utilizadas separadamente, a atividade física e a dexametasona conferem benefícios modestos para a fadiga relacionada ao câncer em pacientes com câncer avançado. Agora, estudo randomizado realizado por pesquisadores da Universidade do Texas MD Anderson Cancer Center buscou determinar a viabilidade (adesão, segurança e satisfação) e avaliar os efeitos da combinação de atividade física (AF) e dexametasona versus AF com placebo para o manejo da fadiga. Os resultados foram publicados no Journal of the National Comprehensive Cancer Network (JNCCN), em acesso aberto.

Fernanda Viviane Mariano (foto), professora na Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP), é primeira autora de revisão sistemática publicada no periódico Head & Neck que analisou os resultados no carcinoma adenoide cístico, com foco em padrões e fatores relacionados a prognósticos adversos. “Metástase à distância foi o resultado adverso mais frequente, e os fatores prognósticos estão relacionados a tumores avançados e residuais”, destacaram os autores.