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A atividade física pré e pós-diagnóstico tem sido associada à diminuição da mortalidade e recorrência em pacientes com câncer, mas seu efeito é pouco estudado em pacientes com melanoma cutâneo. Estudo da IARC e instituições parceiras, com participação da brasileira Elizabete Weiderpass (foto), sugere que a atividade física pré-diagnóstico reduz a mortalidade em mulheres com melanoma.

Estudo da Agência Internacional de Pesquisa sobre Câncer (IARC) e instituições parceiras fornece uma compreensão mais clara de como o tabagismo contribui para o desenvolvimento do câncer de cabeça e pescoço, assim como amplia a compreensão sobre o efeito da exposição combinada à fumaça do tabaco e ao álcool. O estudo tem participação brasileira e fornece evidências adicionais que podem informar estratégias de prevenção.

Artigo publicado na JCO Oncology Practice traz um fluxograma rápido para ajudar a identificar e abordar o comprometimento cognitivo relacionado ao câncer, uma síndrome que afeta até 60%-75% ou mais dos pacientes com câncer e tem um impacto significativo na qualidade de vida. “Nosso objetivo é dar visibilidade ao declínio cognitivo e contribuir para o seu manejo, ajudando os oncologistas a tomarem medidas precoces para uma síndrome que geralmente é esquecida”, destacam os autores.

A doença cardiovascular ou o diabetes tipo 2, ou a combinação de ambos, antes do diagnóstico de câncer, foi associada ao aumento da mortalidade (mortalidade por todas as causas e mortalidade específica por câncer e doença cardiovascular). É o que demonstram os resultados de estudo realizado por pesquisadores da Agência Internacional de Pesquisa sobre Câncer (IARC) e instituições parceiras publicado na BMJ Medicine.

A Conferência Anual da National Comprehensive Cancer Network (NCCN), realizada de 28 a 30 de março, destacou avanços na pesquisa e tratamento do câncer, mas ressaltou vazios importantes na assistência oncológica, incluindo apoio à saúde mental e à cessação do tabagismo. Dados apresentados no encontro anual da NCCN— uma aliança dos principais centros de câncer — mostram que apenas 15% dos pacientes com câncer relataram ter sido aconselhados a parar de fumar, apesar dos benefícios da cessação do tabagismo nos resultados clínicos; especialistas também sublinham a necessidade de integrar a saúde mental à colaboração interdisciplinar no tratamento do câncer.

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA) aprovou o tratamento com durvalumabe neoadjuvante mais gemcitabina e cisplatina, seguido por durvalumabe adjuvante como agente único após cistectomia radical, para adultos com câncer de bexiga músculo invasivo (CBMI). A decisão é baseada nos resultados do estudo de fase 3 NIAGARA.

Inibidores do cotransportador de sódio-glicose 2 (SGLT2i) têm o potencial de melhorar os resultados para pacientes com câncer gastrointestinal, sem efeitos colaterais significativos. É o que sugere estudo com participação do Instituto do Câncer do Estado de São Paulo (ICESP), em trabalho que tem como primeiro autor o médico Lucas E. Flausino (foto) e como autor sênior e correspondente o médico Roger Chammas (na foto, à direita). “Nossos achados indicam que o uso de SGLT2i está fortemente ligado a melhores resultados no câncer gastrointestinal”.

O pesquisador Francisco Cezar Aquino de Moraes (foto), da Universidade Federal do Pará, é primeiro autor de revisão sistemática e meta-análise que avaliou a diferença na resposta patológica completa, sobrevida livre de doença e sobrevida global entre os fenótipos HER2-low e HER2-zero do câncer de mama. “Os resultados sugerem que HER2-zero deve ser considerado um fator prognóstico no câncer de mama em estágio inicial e levado em consideração no planejamento do tratamento neoadjuvante e em futuras pesquisas clínicas”, afirmam os autores. Os resultados foram publicados na Breast Cancer Research.

Qual é o impacto dos tratamentos de câncer de pulmão metastático nos custos reais e na sobrevida na prática privada no Brasil? Estudo de Riad Younes (na foto, à direita) e colegas publicado no JCO Global Oncology mostra que a terapia-alvo resultou em aumento de 62% na sobrevida, com alta de 2,45 no custo total médio, enquanto a imunoterapia teve vantagem de 48% na sobrevida, com aumento de 2,9 vezes no custo total médio do tratamento. A sequência de imunoterapia e terapia-alvo levou ao maior custo total na coorte avaliada, sem benefício de sobrevida, analisam os autores. O cirurgião torácico Rodrigo Sardenberg (à esquerda) é o primeiro autor do trabalho.

A anticoagulação prolongada com apixabana em dose reduzida não foi inferior à apixabana em dose completa na prevenção de tromboembolismo venoso (TEV) recorrente em pacientes com câncer ativo e trombose venosa profunda proximal ou embolia pulmonar, como demonstram resultados do estudo API-CAT apresentado no congresso da American College of Cardiology (ACC 2025), em Chicago, e publicado simultaneamente na New England Journal of Medicine (NEJM).

Izabela Ferreira Gontijo de Amorim (foto), pesquisadora do Laboratório de Pesquisa Translacional em Oncologia do Instituto Mário Penna, MG, é primeira autora de estudo que sugere a natureza multifatorial da resistência à platina no câncer de ovário seroso de alto grau. Os pacientes resistentes à platina foram caracterizados pela presença de CHEK2-DIV e maior expressão L1.

Revisão sistemática explorou as percepções, o conhecimento e as atitudes da população em geral em relação aos fatores de risco relacionados ao câncer de próstata. “Idade, histórico familiar e raça/etnia estão entre os fatores de risco reconhecidos pela população-alvo para o câncer de próstata. Os participantes demostram incerteza em relação às influências do estilo de vida”, destacaram os autores. Os resultados foram publicados no periódico Current Oncology Reports, em artigo com participação da brasileira Luanna Silva (foto), pesquisadora da Universidade Federal São João del-Rei.

Estudo de Joshi et al. na Nature Communication fornece evidências de que o rastreio de HPV, seguido por triagem por inspeção visual com ácido acético (VIA) e tratamento não é inferior à estratégia de teste do HPV e tratamento em mulheres vivendo com HIV. No entanto, os autores destacam que, embora não significativo, houve aumento de 58% e 48% no risco de Neoplasia Intraepitelial Cervical (NIC 2+) no braço de "teste, triagem e tratamento" em relação ao braço de "triagem e tratamento" na análise por intenção de tratar e na análise por protocolo, respectivamente. O médico epidemiologista Arn Migowski (foto) analisa os resultados.

A omissão do estadiamento axilar cirúrgico não foi inferior à biópsia do linfonodo sentinela em pacientes com câncer de mama invasivo T1 ou T2 clinicamente negativo para linfonodos (90% com câncer T1 clínico e 79% com câncer T1 patológico). É o que demonstram os resultados primários do estudo INSEMA publicados por Reimer et al na New England Journal of Medicine (NEJM).

A biópsia guiada por microultrassonografia de alta resolução é uma alternativa à biópsia guiada por fusão por ressonância magnética para diagnóstico do câncer de próstata clinicamente significativo, descrevem pesquisadores do ensaio OPTIMUM, em artigo no JAMA. Os resultados têm implicações importantes para médicos, pacientes e sistemas de saúde.

Estudo multicêntrico realizado em 13 centros de câncer na Holanda demonstrou que a qualidade de vida geral permaneceu estável durante o primeiro ano de tratamento em pacientes com câncer de pâncreas localmente avançado, 89% dos quais receberam tratamento direcionado ao tumor. Os resultados estão em artigo no Journal of the National Cancer Institute (JNCCN).