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Novo relatório da Agência Internacional de Pesquisa sobre Câncer (IARC) e colaboradores avalia a carga mais recente e futura do câncer de mama feminino, com análise detalhada em cerca de 50 países. O estudo foi publicado na Nature Medicine e conclui que 1 em cada 20 mulheres no mundo será diagnosticada com câncer de mama durante a vida, projetando 3,2 milhões de novos casos de câncer de mama até 2050, com 1,1 milhão de mortes caso se mantenham as taxas atuais.

Muitos pacientes com câncer se aproximando do fim da vida continuam a receber tratamentos que causam mais danos do que benefícios clínicos significativos. O alerta é de Cherny et al, no ESMO Open, em revisão que analisa os fatores que contribuem para o overtreatment em pacientes com câncer terminal e propõe uma abordagem para mitigar o tratamento excessivo no fim da vida.

Estudo de Josh et al. na Nature Communication fornece evidências de que o rastreio de HPV, seguido por triagem por inspeção visual com ácido acético (VIA) e tratamento não é inferior à estratégia de teste do HPV e tratamento em mulheres vivendo com HIV. No entanto, os autores destacam que, embora não significativo, houve aumento de 58% e 48% no risco de Neoplasia Intraepitelial Cervical (NIC 2+) no braço de "teste, triagem e tratamento" em relação ao braço de "triagem e tratamento" na análise por intenção de tratar e na análise por protocolo, respectivamente.

Análise que buscou avaliar a consistência interobservador envolvendo 36 patologistas e 50 espécimes cirúrgicos consecutivos de câncer de mama previamente diagnosticados como IHC HER2- 0 mostrou que a baixa consistência entre patologistas na distinção de casos HER2-nulo e HER2-ultralow pode impactar a elegibilidade do paciente para novas terapias. A patologista Helenice Gobbi (foto), Professora Titular de Patologia Especial da Universidade Federal do Triângulo Mineiro (UFTM), comenta o trabalho.

Análise retrospectiva envolvendo 48 centros em 20 países sugere que os regimes de quimioterapia adjuvante multiagentes têm impacto na sobrevida global (SG) em pacientes com adenocarcinoma pancreático que receberam quimioterapia pré-operatória com (m)FOLFIRINOX e cirurgia para doença localizada, com menor benefício de SG entre os tratados com 8 ou mais ciclos de (m)FOLFIRINOX pré-operatório, pacientes que tiveram resposta radiológica e aqueles com doença ypN0. André Roncon Dias (foto), médico do Instituto do Câncer do Estado de São Paulo (ICESP), comenta os principais achados.

A triagem personalizada baseada em risco (TPBR) pode aumentar a eficiência dos programas de triagem de câncer. Estudo que buscou resumir a aceitação e as percepções da TPBR entre os profissionais de saúde e o público em geral traz recomendações para dar suporte à implementação da TPBR na prática clínica de rotina e aumentar o valor da detecção precoce para câncer de mama, cervical, colorretal, de pulmão e próstata.

Prever resultados clínicos ainda é um desafio no tratamento do câncer de próstata (CaP) e a recorrência da doença afeta entre 20% e 40% dos pacientes. “À medida que os estudos continuam a explorar a importância de biomarcadores, integrar a expressão genética com dados clínicos através de aprendizado de máquina pode facilitar previsões mais precoces e precisas de recorrência da doença”, destaca estudo brasileiro de Antunes et al. que enfatiza a importância de incorporar NETO2, HPN, AR e KLK3 em um modelo para prognóstico do câncer de próstata.

A Agência Internacional de Pesquisa sobre Câncer (IARC) anunciou mais um volume das monografias da IARC (vol.135). A nova publicação enfoca o ácido perfluorooctanoico (PFOA) e o ácido perfluorooctanossulfônico (PFOS), classificando o PFOA como cancerígeno para humanos (Grupo 1) e o PFOS como possivelmente cancerígeno (Grupo 2B).

Estudo publicado no periódico BMC Palliative Care buscou desenvolver e validar um modelo de nomograma para prever a ocorrência de delirium em pacientes com câncer avançado admitidos em unidades de cuidados paliativos. “Delirium é um transtorno mental comum em cuidados paliativos, e até o momento nenhum modelo preditivo está disponível para essa população”, observam os autores.

Análise secundária do estudo GAP70+ avaliou as associações entre toxicidades avaliadas pelo médico (Critérios de Terminologia Comum para Eventos Adversos [CTCAE]) e toxicidades relatadas pelo paciente (PRO-CTCAE) com mudanças no desempenho físico e resultados funcionais em idosos em tratamento sistêmico contra o câncer. “Os resultados enfatizam a necessidade de avaliar as toxicidades classificadas por médicos e relatadas por pacientes para entender e mitigar o declínio funcional nessa população com câncer avançado”, afirmam os autores em artigo na Cancer.

O retratamento com inibidores de checkpoint imune (ICI) na progressão da doença após quimiorradioterapia e durvalumabe pode oferecer benefício de sobrevida global sobre quimioterapia em pacientes com câncer de pulmão de células não pequenas (CPCNP) que não apresentam recidiva durante o tratamento com durvalumabe. É o que mostra resultado de estudo multicêntrico relatado por Cortiula et al. na ESMO Open, na maior coorte de pacientes com CPCNP retratados com ICI.

A escolha do procedimento cirúrgico para câncer de pulmão de células não pequenas (CPCNP) em estágio inicial com disseminação do tumor pelos espaços aéreos (STAS) continua sendo debatida. Estudo que analisou a influência prognóstica do STAS na segmentectomia toracoscópica comparada à lobectomia para CPCNP em estágio clínico I mostra que nesses pacientes a segmentectomia resultou em menor sobrevida global e livre de recorrência quando comparada à lobectomia.

Artigo de Schram et al. na New England Journal of England (NEJM) descreve resultados de eficácia e segurança do anticorpo zenocutuzumab em pacientes com tumores sólidos positivos para fusão de NRG1. O novo agente mostrou respostas sustentadas e recebeu aprovação acelerada da Food and Drug Administration para o tratamento de pacientes com câncer de pâncreas e câncer de pulmão de células não pequenas avançado com fusão NRG1.

Os registros de biópsia renal são ferramentas valiosas para orientar a prática clínica e desenvolver políticas de saúde. Em 2021, a Sociedade Brasileira de Nefrologia (SBN) criou o Registro Brasileiro de Biópsia Renal, que acaba de apresentar seu primeiro relatório, em artigo de Irene L. Noronha (foto) e colegas, na Plos One. A análise reflete a participação de 21 centros, com representação de todas as regiões brasileiras.

Estratégias terapêuticas orientadas por biomarcadores trazem precisão crescente ao tratamento do câncer gástrico e de junção gastroesofágica (CG/GEJ), projetando os testes de biomarcadores na vanguarda do gerenciamento de pacientes. No entanto, pesquisa liderada por Matthew Strickland (foto), do Massachusetts General Hospital e da Harvard Medical School, mostra que mais de 75% dos oncologistas dos EUA ouvidos em cinco práticas comunitárias não estão solicitando testes de biomarcadores conforme as diretrizes.