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Coberturas Especiais

No estudo AEGEAN, durvalumabe perioperatório (D) + quimioterapia (QT) neoadjuvante melhorou significativamente a sobrevida livre de eventos e a resposta patológica completa em comparação a QT neoadjuvante isoladamente em pacientes com câncer de pulmão de células não pequenas ressecável (R-CPCNP), com perfil de segurança consistente com os agentes individuais. Na ELCC 2025, Giulia Pasello (foto), da Universidade de Padova, apresentou dados relatados pelos pacientes (PRO, de patient-reported outcomes), com resultados que apoiam ainda mais durvalumabe perioperatório como nova opção de tratamento para essa população de pacientes.

Suresh S. Ramalingam (foto), oncologista do Winship Cancer Institute da Emory University  apresentou na ELCC 2025  dados atualizados do ensaio de Fase III LAURA. Os resultados confirmam tendência do benefício de sobrevida global com osimertinibe no tratamento do câncer de pulmão de células não pequenas (CPCNP) estágio III em pacientes com mutação de EGFR.

Estudo apresentado no ELCC 2025 pelo cirurgião torácico Marco Nardini (foto), do NHS Trust, fornece uma pontuação de risco pré-operatório para prever a complexidade da cirurgia em pacientes com câncer de pulmão de células não pequenas (CPCNP) estágio II-III após nivolumabe neoadjuvante. Os resultados mostram que a ferramenta pode dar suporte a um melhor planejamento e entrega mais segura dos procedimentos.

No estudo SAKK 16/14, durvalumabe perioperatório mostrou resultados favoráveis ​​para pacientes com câncer de pulmão de células não pequenas (CPCNP) ressecável em estágio IIIA(N2), benefício que foi confirmado em estudos randomizados. Na ELCC 2025 dados da análise final foram destacados em sessão mini-oral, em apresentação do oncologista Sacha I. Rothschild (foto), da Universidade de Basel, demonstrando que a adição de imunoterapia quase dobrou a taxa de sobrevida global (SG) e sobrevida livre de eventos (SLE) em 5 anos. A taxa de SG em 5 anos foi de 100% em pacientes que atingiram resposta patológica completa e de 97% entre os que atingiram resposta patológica maior.

Na primeira análise intermediária planejada do estudo ADRIATIC de fase III, o tratamento de consolidação com durvalumabe (D) melhorou significativamente a sobrevida global e livre de progressão em comparação ao placebo (P), em pacientes com câncer de pulmão de pequenas células com doença extensa sem progressão após quimiorradioterapia concomitante (cCRT). Na ELCC 2025, análises exploratórias apresentadas por Suresh Senan (foto), da Universidade de Amsterdam, caracterizaram os padrões de progressão da doença, com resultados sugerindo que a consolidação com D reduziu a taxa de metástases extratorácicas e prolongou o tempo de progressão ou morte para metástases, incluindo metástases cerebrais/SNC.

O desenvolvimento de modelos de inteligência artificial (IA) explicáveis ​​e econômicos garante acessibilidade e transparência e promove a tomada de decisões conjuntas entre clínicos e pacientes no câncer de pulmão. A conclusão é de pesquisadores do instituto de tumores de Milão, que aplicaram ferramentas de IA aos dados clínicos e laboratoriais do estudo APOLLO11, com resultados demonstrando que a IA foi capaz de prever a sobrevida a longo prazo em 1031 pacientes com CPCNP tratados com imuno-oncológicos.

Fernanda Malucelli Favorito (foto) apresenta em poster na ELCC 2025 estudo que analisa os efeitos do status socioeconômico (SES) no diagnóstico e na sobrevida do câncer de pulmão de células não pequenas, considerando duas décadas (2000-2020) de registros da Fundação Oncocentro de São Paulo. Os resultados revelam que menor SES está associado a piores desfechos, enquanto ensino superior e maior renda estão ligados a diagnósticos mais precoces e melhor sobrevida. A análise também mostra que 27% dos pacientes esperaram mais que 60 dias pelo início do tratamento.

Dados atualizados de fulzerasib (FUL) mais cetuximabe (CETU) do estudo de fase II KROCUS foram destacados no ELCC 2025 (LBA 1), em apresentação da oncologista Margarita Majem Tarruella (foto). Os resultados demonstram respostas profundas e duradouras entre os pacientes avaliáveis, com bom perfil de segurança.

ORCHARD é um estudo de plataforma de Fase II, não randomizado, que avalia novas combinações de tratamento em pacientes com câncer de pulmão de células não pequenas (CPCNP) em pacientes com mutação de EGFR (EGFRm) que progrediram a osimertinibe na primeira linha. Dados mais recentes do módulo 10, o primeiro estudo em humanos de osi + Dato-DXd mostram eficácia promissora e foram destaque no ELCC 2025, em apresentação de Xiuning Le, do MD Anderson Cancer Center.

Savolitinibe (savo) é um inibidor da tirosina-quinase (MET-TKI) oral, potente e altamente seletivo que, quando combinado com osimertinibe (osi), um EGFR-TKI oral de terceira geração, pode superar a resistência adquirida induzida por MET no câncer de pulmão de células não pequenas (CPCNP) avançado após o tratamento com osi em pacientes com mutação de EGFR (EGFRm). Apresentação da sul-coreana Myung-Ju Ahn (foto) na ELCC 2025 relatou resultados primários do estudo de fase 2 SAVANNAH, demonstrando que a combinação oferece uma opção de tratamento potencial neste cenário, com respostas duráveis e clinicamente significativas.