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Os registros de biópsia renal são ferramentas valiosas para orientar a prática clínica e desenvolver políticas de saúde. Em 2021, a Sociedade Brasileira de Nefrologia (SBN) criou o Registro Brasileiro de Biópsia Renal, que acaba de apresentar seu primeiro relatório, em artigo de Irene L. Noronha (foto) e colegas, na Plos One. A análise reflete a participação de 21 centros, com representação de todas as regiões brasileiras.

Estratégias terapêuticas orientadas por biomarcadores trazem precisão crescente ao tratamento do câncer gástrico e de junção gastroesofágica (CG/GEJ), projetando os testes de biomarcadores na vanguarda do gerenciamento de pacientes. No entanto, pesquisa liderada por Matthew Strickland (foto), do Massachusetts General Hospital e da Harvard Medical School, mostra que mais de 75% dos oncologistas dos EUA ouvidos em cinco práticas comunitárias não estão solicitando testes de biomarcadores conforme as diretrizes.

Efeitos colaterais relacionados ao tratamento são comuns entre mulheres tratadas para câncer de mama inicial e seu gerenciamento eficaz é essencial para manter a qualidade de vida, garantir a adesão ao tratamento e otimizar os resultados de sobrevida. No entanto, estudo que analisou as experiências e preferências de pacientes sobre informações recebidas durante o tratamento do câncer de mama mostra que quase metade recebeu informações insuficientes sobre os efeitos colaterais. A análise envolveu seis países, incluindo o Brasil.

O tratamento com exercícios está associado à melhora da depressão, ansiedade e qualidade de vida relacionada à saúde (QVRS) em idosos com câncer? Revisão sistemática e meta-análise de 27 ensaios clínicos randomizados com 1929 participantes demonstrou que a atividade física foi associada à redução da gravidade da depressão e ansiedade e à melhora da QVRS nessa população de pacientes. “Em particular, exercícios mente-corpo (por exemplo, tai chi, ioga ou qigong) melhoraram os resultados significativamente”, destacaram os autores em artigo publicado no JAMA Network Open.

A ASCO atualizou as diretrizes de conduta com recomendações baseadas em evidência para o tratamento sistêmico de pacientes com câncer anal de células escamosas em estágio I-III. O conjunto das recomendações está na edição de fevereiro do Journal of Clinical Oncology (JCO), em artigo de Morris et al.  O trabalho tem a participação da oncologista Rachel Riechelmann (foto).

Tratamentos ablativos não invasivos e minimamente invasivos, incluindo radioterapia corporal estereotáxica (SBRT), ablação por radiofrequência, ablação por micro-ondas e crioablação, surgiram como opções para o tratamento do carcinoma de células renais (RCC), principalmente para pacientes que não são adequados para cirurgia. Revisão que comparou a eficácia clínica e a segurança desses métodos mostrou que todos foram eficazes, com achados que apoiam discussões multidisciplinares para individualizar decisões no RCC.

Nas últimas décadas, a imunoterapia TIL, baseada na infusão de linfócitos T infiltrantes de tumores autólogos, tem se confirmado como a mais promissora imunoterapia adotiva de células T para pacientes com cânceres sólidos avançados, principalmente no melanoma metastático. Revisão de Turcotte et al. publicada no Journal for ImmunoTherapy of Cancer pretende ser um guia prático sobre a imunoterapia TIL para complementar as diretrizes publicadas. O trabalho tem a chancela da SITC - Society for Immunotherapyof Cancer.

Dados publicados no JTO Clinical and Research Reports indicam que o tratamento com quimioimunoterapia é ativo no câncer de pulmão de pequenas células no estágio extenso (CPPC-ES) no cenário do mundo real. “Embora um terço dos pacientes não fossem elegíveis para ensaios pivotais, os resultados de sobrevida em nossa coorte são semelhantes aos de ensaios de registro, assim como os dados de segurança, apoiando o uso de quimioimunoterapia como tratamento de primeira linha para CPPC-ES na prática clínica diária”, destacam os autores, em análise que reflete a maior coorte do mundo real nesse cenário de tratamento.

Poiset et al. analisam os resultados relatados pelos pacientes (PROs), comparando a prevenção funcional baseada na tomografia computadorizada quadridimensional (4DCT), também conhecida como técnica de radioterapia 4D, com os padrões históricos de radioterapia no câncer de pulmão. "Esse conceito é muito interessante e precisa ser melhor estudado para sua aplicação", avalia o radio-oncologista Rodrigo Hanriot (foto), diretor do Departamento de Radioterapia do Hospital Alemão Oswaldo Cruz.

Estudo liderado por pesquisadores da Agência Internacional de Pesquisa sobre o Câncer (IARC) avaliou a variação geográfica na incidência global de câncer de pulmão por subtipo em 2022, além de tendências temporais na incidência da doença. “Os resultados mostraram que o adenocarcinoma de pulmão é o subtipo predominante nos últimos anos, com riscos crescentes observados entre as gerações mais jovens, particularmente mulheres”, destacam os autores em artigo publicado no Lancet Respiratory Medicine.

A infecção pelo vírus Epstein-Barr (EBV) está associada a vários tipos de câncer, como o linfoma de Burkitt, a doença de Hodgkin e o carcinoma de nasofaringe. Estudo brasileiro relatado na Plos One apresenta resultados de 14 anos de acompanhamento de indivíduos amazônicos coinfectados por malária (Plasmodium vivax) e EBV, com achados que ampliam a compreensão sobre o imunizante experimental dirigido a P. vivax.

Para entender melhor o burnout em oncologia e o bem-estar clínico ao longo da carreira, Caroline Schenkel e colegas buscaram caracterizar as medidas de bem-estar profissional de médicos em treinamento em oncologia clínica em 2023 e como se comparam com a década anterior. Um em cada cinco residentes em 2023 demonstrou burnout em comparação com um em cada três em 2013. Tendências favoráveis ​​ao longo do tempo também foram observadas na qualidade de vida, satisfação com a integração trabalho-vida e escolha de carreira e especialidade. No entanto, parcela considerável dos médicos ainda relata sofrimento ocupacional.

Como as proporções de sobreviventes para cânceres raros são, em média, piores do que para cânceres comuns, avaliar os anos de vida esperados com boa saúde é altamente relevante. Estudo que buscou estimar a expectativa de vida saudável (EVS) em um subgrupo de sobreviventes de câncer raro e de câncer comum traz insights que podem representar perspectivas importantes dentro do tratamento oncológico, para médicos e pacientes.

Os brasileiros Guilherme Harada (foto), Tiago Castria e Fabio Ynoe de Moraes assinam editorial do JCO Global Oncology. A análise ilustra os desafios da oncologia de precisão no cenário brasileiro e defende esforços coordenados para melhorar o tratamento de cânceres com alta carga global, principalmente o câncer de pulmão de células não pequenas, principal causa de mortalidade relacionada ao câncer em todo o mundo.

Revisão sistemática e meta-análise envolvendo dados de 28 países, de 2000 a 2024, apresenta a primeira estimativa global da prevalência de neuropatia periférica induzida por quimioterapia (NPIQ), destacando sua carga significativa em pacientes em todo o mundo. “O estudo mostra sua real dimensão, com 41,22% dos pacientes apresentando neuropatia crônica dolorosa, chegando a 60,26% em pacientes com câncer de pulmão”, destaca Ricardo Caponero (foto), oncologista do Hospital Alemão Oswaldo Cruz.

Estudo multicêntrico com participação da Agência Internacional de Pesquisa sobre Câncer (IARC) mostra que indivíduos com peso normal metabolicamente não saudável têm risco elevado de cânceres relacionados à obesidade. A análise é apoiada na base da Women's Health Initiative e destaca a importância de reconhecer a disfunção metabólica como fator de risco significativo para câncer em todas as categorias de IMC.