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Os testes de câncer feminino diminuíram globalmente, de acordo com o mais recente Índice Global de Saúde Feminina da Hologic, uma das maiores coleções de dados sobre bem-estar e saúde feminina. Globalmente, apenas 10% das mulheres pesquisadas foram testadas para qualquer tipo de câncer no ano passado, uma queda de dois pontos percentuais em relação aos dois primeiros anos do Índice.

O questionário EORTC QLQ-BR23, publicado em 1996, foi um dos primeiros a avaliar a qualidade de vida relacionada à saúde em pacientes com câncer de mama. Agora, uma versão atualizada do QLQ-BR42 fornece uma avaliação mais precisa e abrangente do impacto das atuais modalidades de tratamento na qualidade de vida dos pacientes. O trabalho foi publicado na The Breast e tem participação de Rene Alosio da Costa Vieira (foto), do Hospital de Câncer de Barretos.

O estudo de fase II TROPION-Lung05 avaliou a segurança e a atividade clínica de datopotamab deruxtecan em pacientes com câncer de pulmão de células não pequenas (CPCNP) avançado/metastático com alterações genômicas acionáveis que ​​progrediram durante ou após a terapia-alvo e à quimioterapia baseada em platina. A elevada taxa global de controle da doença (78,8%) e a duração sustentada da resposta estão entre os principais desfechos de eficácia relatados por Jacob Sands e colegas no Journal of Clinical Oncology (JCO), resultados que suportam o estudo de fase III em andamento.

Baixos níveis de gordura corporal e altos níveis de atividade física são fatores-chave de estilo de vida na prevenção do câncer, mas a interação da obesidade abdominal e atividade física no risco de câncer permanece desconhecida. Estudo de Patrícia Bohmann e colegas explorou associações conjuntas e individuais de circunferência da cintura e atividade física com risco de câncer, com resultados que reforçam o valor das recomendações da Organização Mundial de Saúde (OMS). “A adesão às diretrizes da OMS para circunferência da cintura e atividade física é essencial para a prevenção do câncer; atender a apenas uma dessas diretrizes é insuficiente”, alertam os autores. A oncologista Ana Luísa Baccarin (foto) analisa os resultados.

Artigo de Hoeppner et al. na New England Journal of Medicine (NEJM) apresentou os resultados do ensaio ESOPEC, indicando que a quimioterapia perioperatória com FLOT levou à melhora da sobrevida em pacientes com adenocarcinoma esofágico localmente avançado ressecável. “O estudo ESOPEC trouxe uma resposta importante para a neoadjuvância do adenocarcinoma de esôfago, demonstrando que a quimioterapia sistêmica foi superior à quimiorradiação em termos de sobrevida global”, avalia o oncologista Rui Weschenfelder (foto), coordenador do Núcleo de Oncologia Gastrointestinal do Hospital Moinhos de Vento, em Porto Alegre (RS).

O estágio avançado do câncer é um fator determinante no mau prognóstico. Os carcinomas espinocelulares  de cabeça e pescoço (CEC) são altamente incidentes no Brasil e o diagnóstico em estágio avançado ainda é uma realidade, associado principalmente à idade, ao local do tumor primário e a fatores socioeconômicos, como aponta estudo de Flávia Nascimento de Carvalho (foto) e colegas, no Lancet Global Health Americas.

Nos últimos 15 anos, a norte-americana FDA e a europeia EMA aprovaram 19 e 13 medicamentos para sarcoma, enquanto suas contrapartes latino-americanas ANVISA, ANMAT e COFEPRIS aprovaram seis, oito e sete medicamentos, respectivamente. É o que mostra estudo do LACOG Sarcoma Group publicado no JCO Global Oncology, em análise que tem como primeiro autor o oncologista Douglas Dias e Silva (foto).

Acompanhamento de 12 anos do estudo C9741 confirmou o benefício sustentado de longo prazo da quimioterapia adjuvante de dose densa em pacientes com câncer de mama linfonodo positivo receptor de estrogênio positivo (RE+). É o que demonstram os resultados publicados no Journal of Clinical Oncology (JCO), em artigo que tem o brasileiro Otto Metzger (foto), oncologista do Dana Farber Cancer Institute, como principal autor.

A agência norte-americana Food and Drug Administration (FDA) concedeu revisão prioritária para datopotamab deruxtecan (Daiichi Sankyo/Astrazeneca) no tratamento de pacientes adultos com câncer de pulmão de células não pequenas (CPCNP) localmente avançado ou metastático com mutação do receptor do fator de crescimento epidérmico (EGFRm) que receberam terapias sistêmicas anteriores, incluindo uma terapia direcionada ao EGFR. A decisão é baseada nos resultados primários do estudo de Fase 2 TROPION-Lung05, recentemente publicados no Journal of Clinical Oncology1 (JCO), além de dados dos estudos TROPION-Lung01 e TROPION-PanTumor01.

A Sociedade Americana de Oncologia Clínica (ASCO) elaborou um guideline com orientações baseadas em evidências para o tratamento sistêmico de pacientes com câncer anal em estágio I-III. Publicado no Journal of Clinical Oncology (JCO), o trabalho tem participação da oncologista Rachel Riechelmann (foto), Diretora de Oncologia do A.C.Camargo Cancer Center.

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou zolbetuximabe (VYLOY™, Astellas), um anticorpo monoclonal anti-claudina 18.2 (CLDN18.2) para pacientes com adenocarcinoma gástrico ou de junção gastresofágica (JGE) localmente avançado irressecável ou metastático, em combinação com quimioterapia contendo fluoropirimidina e platina. Publicada no Diário Oficial da União (DOU)1 dia 16 de dezembro, a decisão é baseada nos resultados dos estudos SPOTLIGHT e GLOW.

Meta-análise de 15 ensaios clínicos sugere que, entre pacientes com câncer e infecção respiratória ou sepse suspeita ou comprovada, o uso de procalcitonina sérica (PCT) para orientar decisões de tratamento resulta em exposição reduzida a antibióticos, com possível redução na mortalidade, particularmente entre pacientes mais jovens. A conclusão é de estudo relatado na BMC Cancer, com participação dos brasileiros Carolina F. Oliveira (foto) e Vandack Nobre, do Departamento de Clínica Médica da Faculdade de Medicina da Universidade Federal de Minas Gerais.

O estudo INFINITY demonstrou atividade promissora do regime de combinação de tremelimumabe + durvalumabe sem quimioterapia como tratamento pré-operatório em pacientes com câncer gástrico e/ou de junção gastroesofágica ressecável com instabilidade de microssatélites/deficiência de mismatch repair. “Os primeiros resultados de viabilidade disponíveis de uma estratégia não operatória neste cenário de doença justificam validação adicional em coortes maiores”, afirmaram os autores. O estudo foi publicado no Annals of Oncology.

Estudo de coorte mostrou que para pacientes com carcinoma papilar de tireoide cN1b de risco intermediário, a lobectomia mais dissecção lateral do pescoço (LND) ipsilateral e a tireoidectomia total mais LND ipsilateral conferiram resultados semelhantes em termos de sobrevida global e recorrência. Os resultados foram publicados no JAMA Otolaryngology - Head & Neck Surgery.

A terapia de privação de andrógenos (ADT), um elemento-chave do tratamento do câncer de próstata, está associada ao aumento do risco de morbidade e mortalidade cardiovascular. Revisão publicada na Cardio-Oncology resume o efeito dos andrógenos e da privação de andrógenos na atividade plaquetária, que desempenha papel importante na inflamação e no início e progressão de lesões ateroscleróticas. “A melhor compreensão das vias patogênicas que ligam a ADT ao risco cardiovascular pode ajudar a identificar biomarcadores diagnósticos e prognósticos clinicamente úteis e acelerar a descoberta de novos alvos terapêuticos para otimizar os resultados do tratamento do câncer de próstata”, analisam os autores.

A atividade física vigorosa foi associada a menor inflamação do tumor de próstata e diferenças no microambiente imunológico. “Macrófagos e subconjuntos de células T, incluindo aqueles com papéis imunossupressores e com menor abundância em homens que relataram exercícios vigorosos, foram associados a piores resultados em câncer de próstata ERG-positivo”, revela estudo publicado no periódico Cancer Epidemiology, Biomarkers & Prevention.