Onconews - 2024 - Page #16

Coberturas Especiais 2024

O anticorpo-droga conjugado patritumab deruxtecan (HER3-DXd) mostrou atividade clinicamente significativa e perfil de segurança manejável em pacientes com câncer de mama avançado HR+/HER2- que progrediram após 2 ou mais linhas de tratamento. Os resultados são do estudo de Fase 2 ICARUS-BREAST01, apresentado em sessão oral no ESMO 2024 pela oncologista Barbara Pistilli (foto), chefe do comitê de patologia mamária do Gustave Roussy.

A atividade intracraniana de trastuzumabe deruxtecana (T-DXd) foi observada em dados retrospectivos ou em pequenas coortes de pacientes com câncer de mama metastático HER2+ com metástase de SNC estável ou ativa. Nancy Lin (foto), oncologista do Dana Farber Cancer Center, apresentou no ESMO 2024 resultados de estudo randomizado de Fase 3b/4 que avalia prospectivamente T-DXd nesta população de pacientes, demonstrando sobrevida livre de progressão em 12 meses de 61,6% (IC de 95% 54,9, 67,6) na coorte com metástases cerebrais e no mesmo período SLP de 58,9% no SNC.

Funda Meric-Bernstam (foto), da Universidade do Texas MD Anderson Cancer Center, apresentou no ESMO 2024 os resultados iniciais da parte de escalonamento de dose de estudo multicêntrico aberto de Fase 1/2a que avalia a monoterapia com o anticorpo-droga conjugado inibidor da topoisomerase I (Top1i) direcionado a B7-H4 puxitatug samrotecan (AZD8205) em pacientes com tumores sólidos selecionados avançados/metastáticos. “AZD8205 apresentou um perfil de segurança manejável consistente com outros ADCs Top1i e mostrou eficácia preliminar em pacientes fortemente pré-tratados com progressão prévia no tratamento padrão”, observaram os autores.

NETTER-2 demonstrou benefício de sobrevida livre de progressão (SLP) e taxa de resposta objetiva (ORR) favorecendo 177Lu-DOTATATE + octreotida 30 mg de liberação prolongada vs octreotida 60 mg de liberação prolongada no cenário de primeira linha em pacientes com tumores neuroendócrinos gastroenteropancreáticos (NETs) avançados, bem diferenciados, de grau 2 (G2) e G3 (Ki67 ≥10%– ≤55%). Na população avaliada, 53,5% dos pacientes tinham doença extensa fora do fígado. Análise apresentada no ESMO 2024 pela pesquisadora alemã Marianne Pavel (foto) mostrou que os benefícios de 177Lu-DOTATATE nessa população foram consistentes após o ajuste para covariáveis ​​basais, incluindo disseminação da doença.

Na primeira análise intermediária do estudo de Fase 3 ADRIATIC, a consolidação com durvalumabe melhorou significativamente os desfechos primários de sobrevida global e sobrevida livre de progressão em pacientes com câncer de pulmão de células pequenas em estágio limitado que não progrediram após quimiorradioterapia concomitante. Agora, em sessão oral no ESMO 2024, Suresh Senan (foto) apresentou resultados que mostram benefício de durvalumabe versus placebo independentemente de componentes de quimiorradioterapia concomitante prévia e uso de irradiação craniana profilática.

Análise provisória do estudo randomizado de Fase 3 ECOG-ACRIN EA4151 (LBA 6) mostrou que em uma era de regimes de indução e manutenção altamente eficazes, pacientes com linfoma de células do manto na primeira remissão completa e doença residual mínima indetectável não se beneficiaram do transplante autólogo de células hematopoiéticas de consolidação. EA4151 é um ensaio de quatro braços conduzido pela U.S. National Clinical Trials Network (NCTN) e Blood and Marrow Transplant Clinical Trials Network (BMT-CTN). O hematologista Timothy S. Fenske (foto) apresenta os resultados na Sessão de Late Breaking Abstract do ASH 2024.

A adição de tafasitamab à lenalidomida + rituximabe resultou em melhora clinicamente significativa na sobrevida livre de progressão em pacientes com linfoma folicular recidivante/refratário, representando uma redução de 57% no risco de progressão, recidiva ou morte. “Este estudo é o primeiro a validar a combinação de dois anticorpos monoclonais (anti-CD19 com anti-CD20) no tratamento do linfoma”, destacaram os autores do estudo de fase inMIND, selecionado como Late Breaking Abstract 1 (LBA1) no ASH 2024. Os resultados serão apresentados por Laurie Sehn (foto), professora na Universidade de British Columbia, em Vancouver, Canadá.

Estudo brasileiro selecionado para apresentação em pôster no ASH 2024 demonstrou que em uma grande coorte latino-americana de mundo real, pacientes com linfoma difuso de grandes células B com mais de 70 anos ainda não apresentam desfechos clínicos satisfatórios, com metade dos casos não atingindo 5 anos de expectativa de vida após o diagnóstico. O pesquisador Luís Alberto Covas Lage (foto), do Departamento de Hematologia, Hemoterapia e Terapia Celular da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP), é o primeiro autor do trabalho.

Estudo brasileiro selecionado para apresentação em pôster no ASH 2024 buscou identificar fatores clínicos e laboratoriais que podem prever trombose em pacientes com leucemia aguda, bem como validar escores anteriores e relatar seus perfis clínicos e achados associados relacionados a esses eventos. “Nesta coorte clínica de mundo real, não foi possível identificar parâmetros laboratoriais associados a um risco aumentado de trombose, apesar de sua alta incidência global”, afirmaram os autores. O hematologista Wellington Fernandes da Silva (foto), médico do ICESP/FMUSP, é o autor sênior do trabalho.

Estudo brasileiro avaliou a prevalência, características clínicas, fatores de risco e resultados do envolvimento do sistema nervoso central (SNC) em pacientes com leucemia/linfoma de células T do adulto (ATLL, da sigla em inglês) na América Latina. “Ao contrário de outros subtipos de linfoma, o envolvimento do SNC na ATLL não parece impactar significativamente os resultados, uma descoberta paradoxal que ressalta a complexidade da doença e pode refletir as limitações das opções de tratamento existentes e a ausência de protocolos terapêuticos padronizados”, destacam os pesquisadores. O estudo foi apresentado por Natalia Zing (foto), hematologista da Prevent Senior e da BP - A Beneficência Portuguesa de São Paulo, na sessão de pôster do ASH 2024.