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Coberturas Especiais

O conjugado anticorpo-medicamento ifinatamab deruxtecan (I-DXd) mostrou respostas clinicamente significativas em pacientes pré-tratados com câncer de pulmão de células pequenas em estágio extenso. Os resultados são de análise provisória do estudo de Fase 2 IDeate-Lung01 apresentada pelo oncologista Charles Rudin (foto), do Memorial Sloan Kettering Cancer Center, em sessão oral no WCLC 2024.

Questões relacionadas ao custo e à qualidade da amostra estão entre as barreiras à implementação dos testes de biomarcadores para o adequado diagnóstico e tratamento do câncer de pulmão. É o que mostram os resultados da Pesquisa Global de Testes de Biomarcadores divulgada na abertura da Conferência Mundial sobre Câncer de Pulmão (WCLC 2024), em apresentação de Matthew Smeltzer, da Universidade de Memphis, Tennessee.

Análise selecionada em sessão mini-oral no WCLC 2024 apresentou dados atualizados sobre os mecanismos de resistência a osimertinibe + quimioterapia no câncer de pulmão de células não pequenas avançado com mutação de EGFR relatados no estudo randomizado de Fase III FLAURA 2. Os dados mais maduros mostram que os mecanismos de resistência adquiridos permanecem semelhantes em todos os braços de tratamento, com a mutação C797S mais comum no braço osimertinibe e a amplificação MET em ambos os braços.

O estadiamento do câncer de pulmão é uma etapa fundamental na determinação do prognóstico e da terapia ideal. Revisão sistemática apresentada no WCLC 2024 por Vladmir Cordeiro de Lima (foto), oncologista do AC Camargo Cancer Center, comparou a precisão dos métodos mais usados ​​atualmente para estadiamento do CPCNP: TC (tomografia computadorizada), 18FDG-PET/CT (PET/CT) e mediastinoscopia. O trabalho é do Grupo Brasileiro de Oncologia Torácica (GBOT).

No estudo de Fase 3 FLAURA2 (NCT04035486), a combinação de osimertinibe mais quimioterapia com platina-pemetrexede melhorou significativamente a sobrevida livre de progressão (SLP) em comparação com osimertinibe isolado como tratamento de primeira linha de pacientes com câncer de pulmão de células não pequenas (CPCNP) avançado com mutação de EGFR. Agora, análise post-hoc apresentada em sessão mini-oral no WCLC 2024 busca entender o impacto da carga tumoral na linha de base (caracterizada pelo número de localizações anatômicas e extensão das metástases à distância no início do estudo) nos resultados. Os resultados foram apresentados por Natalia Valdivieso (foto), oncologista do Instituto Nacional de Enfermedades Neoplásicas, Peru.

Jorge Nieva (foto), Chefe da Seção de Tumores Sólidos do USC Norris Comprehensive Cancer Center e membro permanente do Comitê Consultivo de Medicamentos Oncológicos da Food and Drug Administration (FDA), apresentou no WCLC 2024 dados robustos de mundo real sobre a eficácia de osimertinibe como primeira linha de tratamento para pacientes com câncer de pulmão de células não pequenas (CPCNP) avançado e mutações incomuns do EGFRm. “Nossos resultados apoiam as diretrizes clínicas atuais que recomendam osimertinibe como opção de tratamento de primeira linha para pacientes com CPCNP avançado e mutações incomuns do EGFR”, destacou.

O oncologista Carlos Gil Ferreira (foto), Presidente do Instituto Oncoclínicas e membro do conselho da Associação Internacional para Pesquisa e Tratamento do Câncer de Pulmão (IALSC), coordena o workshop “Desafios e Futuro do Câncer de Pulmão na América Latina”, que integra o programa científico do WCLC 2024 e reúne nomes de expressão da oncologia torácica brasileira.

Pacientes com câncer de pulmão de células não pequenas (CPCNP) com mutação de EGFR após tratamento com inibidores de tirosina quinase (TKIs) de EGFR de primeira ou segunda geração apresentam alta incidência de metástases leptomeníngeas (ML). Estudo apresentado no WCLC 2024 avaliou a eficácia, segurança e farmacocinética de 80 mg de osimertinibe em pacientes com ML resistentes a TKIs de EGFR, com resultados que demonstram atividade intracraniana significativa e benefício de sobrevida nessa população de pacientes, independentemente do status da mutação T 790M.

Estudo selecionado no programa do WCLC 2024 buscou identificar os fatores associados ao diagnóstico do câncer de pulmão em estágio inicial no Brasil e mostrou que, além das diferenças regionais que desafiam o acesso, o nível de escolaridade foi o fator mais decisivo associado à detecção precoce. O trabalho tem como primeira autora a pesquisadora Isabel Emmerick (foto), da UMass Chan Medical School, e como autor sênior Mário Jorge Sobreira da Silva (foto), do Instituto Nacional de Câncer (INCA).

Selecionado no programa do WCLC 2024, estudo de Rodrigo Dienstsman (foto) e colegas buscou avaliar a sobrevida global no mundo real de uma coorte de pacientes com câncer de pulmão de células não pequenas (CPCNP) metastático após tratamento paliativo de primeira linha com inibidores de tirosina quinase (TKIs) e imunoterapia (IO). Os resultados corroboram a importância de conhecer o perfil molecular, indicando melhores resultados entre pacientes que receberam terapias-alvo, em especial aqueles tratados com TKIs.

Estudo destacado no programa científico do WCLC 2024 apresentou resultados da análise de segurança do estudo de Fase 3 (LAURA) que avaliou osimertinibe em pacientes com câncer de pulmão de células não pequenas avançado com mutação EGFR em estágio III irressecável sem progressão da doença, durante/após quimiorradioterapia. Os dados mostram que o perfil de segurança foi manejável, dentro do esperado, e apoiam osimertinibe como novo padrão de tratamento para essa população de pacientes.