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Erick Saldanha (foto) é o primeiro autor  de pesquisa que descreve a qualidade do tratamento do câncer no início da pandemia de COVID-19 em dois centros oncológicos,  em dois continentes: o Princess Margaret Cancer Center, no Canadá, e o A.C. Camargo Cancer Center, no Brasil, comparando os cuidados em pacientes com câncer de cólon, reto ou anal. Saldanha e colegas mostram que a fase inicial da pandemia de COVID-19 afetou a qualidade da assistência em ambos os centros, mas os resultados relatados no JCO Global Oncology revelam que a magnitude desse impacto foi maior no Brasil.

O brasileiro Daniel Przybysz (foto) é coautor de artigo publicado no Journal of Thoracic Oncology, em revisão que discute as evidências da radioterapia hipofracionada no câncer de pulmão de células não pequenas (CPCNP) localmente avançado. Os resultados mostram que apesar do uso crescente do hipofracionamento acelerado nesse cenário de tratamento, apenas um estudo clínico randomizado foi realizado comparando 60 Gy em 15 frações com 60 Gy em 30 frações sem quimioterapia concomitante, com achados que não demonstraram a superioridade do hipofracionamento para esses pacientes.

Qual é a associação de fatores de estilo de vida com câncer de pulmão em diferentes genótipos do gene do receptor do hormônio do crescimento (GHR)? Estudo publicado no Lung Cancer Journal demonstrou que em homens de ascendência japonesa, o genótipo GHR modula a associação do álcool com o risco de câncer de pulmão. “O genótipo GHR não modulou as associações de tabagismo, IMC ou atividade física com a doença”, observaram os pesquisadores.

As atuais diretrizes da Sociedade Americana de Oncologia Clínica (ASCO) recomendam olanzapina ou proclorperazina para náuseas refratárias induzidas por quimioterapia, mas faltam comparações diretas para estabelecer sua eficácia relativa. Pesquisa apresentada em sessão oral no ASCO Quality Care Cancer Symposium 2024 preenche uma lacuna nas comparações empíricas, com resultados que solidificam a posição de olanzapina como uma intervenção promissora para náusea refratária, com benefício clínico e estatisticamente significativo na qualidade de vida.

A semelhança entre células da trompa de Falópio e tumores ovarianos borderline (TOB) serosos sugere uma possível ligação de origem, como a salpingite, como fator contribuinte na patogênese do TOB. Estudo de caso-controle de base populacional descobriu que a doença inflamatória pélvica diagnosticada antes de tumores ovarianos borderline foi associada a TOB serosos, mas não aos mucinosos. “Esses achados sugerem que infecções da trompa de Falópio e do tecido circundante podem elevar o risco de TOB serosos”, analisam os autores.

Mais de uma dúzia de espécies bacterianas do microbioma oral foram associadas a um risco 50% maior de desenvolver carcinoma espinocelular de cabeça e pescoço. “As bactérias e os complexos bacterianos identificados são promissores, juntamente com outros fatores de risco, para identificar indivíduos de alto risco para prevenção personalizada da doença”, afirmaram os autores do estudo publicado no JAMA Oncology.

Estudo de coorte dinamarquês baseado no registro nacional de saúde avaliou se a vacinação contra a influenza reduz a mortalidade geral e os resultados secundários que necessitam de tratamento, pneumonia, infarto do miocárdio, acidente vascular cerebral, insuficiência cardíaca e tromboembolismo venoso em pacientes com câncer. Os resultados foram publicados na Cancer, periódico da American Cancer Society.

U.S Food and Drug Administration (FDA) aprovou osimertinibe (Tagrisso®, Astrazeneca) para pacientes adultos com câncer de pulmão de células não pequenas (CPCNP) em estágio III localmente avançado e irressecável que não apresentaram progressão da doença durante ou após a quimiorradioterapia à base de platina e cujos tumores apresentam deleções do éxon 19 do EGFR ou mutações do éxon 21 L858R. Publicada no dia 25 de setembro, a decisão é baseada nos resultados do ensaio clínico LAURA, apresentado no ASCO 2024 e publicado simultaneamente na New England Journal of Medicine (NEJM).

Nos Estados Unidos, as disparidades raciais/étnicas na adoção de práticas baseadas em evidências persistem ao longo do tratamento para o câncer de mama. Revisão com participação dos brasileiros Matheus José Barbosa Moreira, Gabriela Rangel Brandão, Bruno Murad Carvalho, Ana Carolina Comini, Carlos Alberto Campello Jorge, Isabele Ayumi Miyawaki,  Beatriz Soares Pessôa, Pedro Reis, Caroliny Silva, Debora Xavier e Felipe Batalini foi selecionada para apresentação em poster no ASCO Quality Care Symposium 2024, sintetizando evidências sobre intervenções eficazes para reduzir essas disparidades, especialmente entre minorias étnicas e raciais.

Análise secundária do estudo Aspirin in Reducing Events in the Elderly (ASPREE) demonstrou maior risco de acidente vascular cerebral (AVC), infarto e internação hospitalar por insuficiência cardíaca em sobreviventes de câncer mais velhos. “A quimioterapia também foi associada a taxas mais elevadas dessas condições”, afirmaram os autores do trabalho publicado na Cancer, periódico da American Cancer Society (ACS).

A obesidade é um fator de risco conhecido para certos tipos de câncer. Revisão sistemática da literatura e meta-análise de estudos de coorte avaliou associações entre fenótipos de obesidade metabólica e risco geral e específico de câncer. A análise revela que indivíduos obesos e com sobrepeso com disfunção metabólica têm risco aumentado para 10 tipos de câncer: mama pós-menopausa, endométrio, colorretal, tireoide, pâncreas, vesícula biliar, bexiga, estômago, rim e fígado.

Com a crescente demanda por cuidados paliativos e o aumento das taxas de sobrevida ao câncer, há uma necessidade urgente de treinar futuros profissionais de saúde em princípios de cuidados paliativos, especialmente para oncologia. Programa da Universidade de Stanford apresentado no ASCO Quality Care Symposium 2024 relatou o desenvolvimento e a implementação bem-sucedidos de um modelo que educa estagiários da graduação médica ou pós-graduação em temas centrais de cuidados paliativos e oncologia, ao mesmo tempo em que beneficia imediatamente os pacientes e as equipes de saúde.

O teste molecular para papilomavírus humano (HPV) está gradualmente substituindo a citologia no rastreamento do câncer cervical. Estudo de base populacional comparou dados de 4140 mulheres de 20 a 64 anos que participaram de um rastreamento organizado e foram testadas por cinco métodos diferentes. Em um acompanhamento de 9 anos, as análises mostram que os testes de HPV foram comparáveis ​​em segurança, com proteção mais efetiva contra lesões precursoras do que a citologia, mas diferiram na especificidade longitudinal, nas taxas de encaminhamento associadas e na capacidade de definir riscos específicos do HPV. “O teste de HPV usando uma abordagem baseada em risco é o melhor caminho a seguir no rastreamento do câncer cervical”, analisam os autores.

Uma parceria acadêmica foi capaz de educar com sucesso os membros de uma comunidade nativa exposta ao radônio, promovendo ações que reduziram o risco de exposição e, consequentemente, o risco de desenvolver câncer de pulmão. Os resultados estão entre os destaques do ASCO Quality Care Symposium 2024, que acontece de 27 a 28 de setembro, em São Francisco, Califórnia.

Uma nova pesquisa mostrou que avanços nas técnicas cirúrgicas e patológicas melhorou a sobrevida global de uma população de pacientes com câncer de pulmão de alto risco. Os resultados integram o programa científico do ASCO Quality Care Symposium 2024, em apresentação de Olawale Akinbobola (foto), do departamento de oncologia torácica do Baptiste Cancer Center, em Memphis, EUA. O Simpósio acontece de 27 a 28 de setembro, em São Francisco, Califórnia.