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Análise agrupada de 155.746 mulheres em 151 ensaios clínicos mostrou diminuição na recorrência à distância em mulheres com câncer de mama em estágio inicial diagnosticadas a partir do ano 2000 em comparação com pacientes diagnosticadas em décadas anteriores. “Grande parte da melhoria nos resultados é explicada por uma maior proporção de mulheres com doença de menor risco incluídas nos ensaios e tratamento adjuvante melhorado”, avaliam os autores em artigo publicado no Lancet.

Os desfechos clínicos, como a sobrevida global, medem diretamente resultados relevantes. Por outro lado, os surrogates ou desfechos substitutos são medidas intermediárias que se propõem a substituir métricas relacionadas ao tumor, como a redução do tumor em um dado período de tempo (por exemplo, taxa de resposta) ou o status da doença avaliado por algum biomarcador (ex. DNA tumoral circulante, ctDNA). “Os desfechos substitutos podem resultar na interrupção ou troca inapropriada da terapia”, descrevem Vinay Prasad (foto) e colegas, em artigo que analisa as limitações dos surrogates em malignidades sólidas e hematológicas à beira do leito do paciente, fora do cenário de ensaios clínicos.

Revisão que avaliou a qualidade da dieta em sobreviventes de câncer de próstata (CaP) nos Estados Unidos e a conformidade com recomendações dietéticas nacionais de 2000 a 2025 abre caminho para recomendações dietéticas direcionadas. “Nossos resultados sugeriram uma qualidade geral da dieta de ruim a moderada em sobreviventes de CaP, que consumiram mais ácidos graxos saturados e muito menos fibras do que o recomendado. As metas nutricionais diárias não foram atendidas para muitos micronutrientes importantes, incluindo cálcio, magnésio e potássio. Quanto às vitaminas examinadas, os participantes com histórico de CaP não atingiram as metas nutricionais diárias para as vitaminas A, C,D e vitamina E”, destaca o estudo.

Estudo liderado por pesquisadores da Kaiser Permanente Northern California sugere que o uso de antibióticos por adultos não está associado ao aumento de diagnósticos de câncer colorretal de início precoce (adultos com menos de 50 anos de idade). “Não encontramos evidências de que o uso de antibióticos na idade adulta aumente o risco de câncer colorretal nessa população”, destacaram os autores em artigo publicado no periódico Clinical Gastroenterology and Hepatology.

A atividade física aeróbica está associada à redução da depressão em pacientes com câncer? Revisão sistemática e meta-análise de 25 ensaios clínicos randomizados com um total de 1931 adultos com câncer mostrou que a atividade física aeróbica foi associada à diminuição dos sintomas depressivos no curto e longo prazo. Os resultados foram publicados no JAMA Network Open.

O uso de contraceptivos hormonais em mulheres com mutação BRCA1 foi associado ao aumento do risco de câncer de mama, com um aumento proporcional no risco de 3% para cada ano de uso de contraceptivos hormonais. “Nenhuma evidência de associação foi observada em mulheres com mutação BRCA2”, observaram os autores do estudo publicado no Journal of Clinical Oncology (JCO).

Pesquisa que considerou os conhecimentos e atitudes dos membros da Sociedade Brasileira de Mastologia (SBM) quanto ao manejo e tratamento do câncer de mama no cenário neoadjuvante revela grandes divergências entre os cirurgiões brasileiros em relação a muitas questões relacionadas à marcação mamária e axilar. O trabalho está disponível na Frontiers in Oncology e tem como primeiro autor o mastologista Henrique Lima Couto (foto), Presidente do Departamento de Imagem da SBM e Membro da Comissão Nacional de Mamografia.

Doenças cardiovasculares (DCV) e câncer são a primeira e a segunda principais causas de morte no Brasil e no mundo. Estudo de Beatriz Rache (foto) e colegas publicado no Lancet Regional Health Americas fornece uma análise nacional de 2000 a 2019, revelando que a mortalidade por câncer já é maior que a mortalidade por DCV em 13% dos municípios brasileiros, principalmente em municípios de alta renda. “Nossos resultados podem fornecer informações importantes para formuladores de políticas e profissionais de saúde pública no Brasil”, destacam os autores.

Resultados de longo prazo de estudo norueguês que avaliou pacientes tratados para metástases do Sistema Nervoso Central (SNC) mostram que carga de doença limitada e bom status de desempenho  foram preditores de retorno ao trabalho após o tratamento inicial, revelando que na coorte analisada 50% dos pacientes estavam vivos após 5 anos.

O câncer pancreático associado à neoplasia mucinosa papilar intraductal (IPMN) está se tornando um subtipo comum de câncer pancreático encontrado em espécimes ressecados. Pedro Luiz Serrano Uson Junior (foto) e colegas avaliaram o prognóstico do adenocarcinoma pancreático associado à IPMN, com achados que não mostram diferença estatística na sobrevida global entre adenocarcinoma pancreático ressecado e adenocarcinoma pancreático associado a IPMN.

Estudo de Loroña et al. avaliou a associação entre o uso de álcool e tabagismo na recorrência do câncer colorretal (CCR) e na mortalidade pela doença, com resultados que não demonstraram associação significativa nesta coorte longitudinal, mas reforçam recomendações aos sobreviventes de CCR de limitar o uso de álcool e não fumar.

Dados de mundo real sobre a eficácia e segurança do conjugado anticorpo droga sacituzumabe govitecan (SG) em pacientes com câncer de mama triplo negativo metastático fortemente pré-tratados revelam que o benefício clínico no mundo real foi consistente com os resultados do ensaio clínico ASCENT e confirmam a viabilidade de trastuzumabe deruxtecana no subgrupo HER2-low após SG, apoiando o uso de conjugados anticorpo-fármaco de forma sequencial nesta população.

O câncer de pulmão continua sendo a principal causa de mortalidade por câncer, apesar do declínio nas taxas de tabagismo. Meta-análise de estudos de associação genômica ampla identificou novos loci associados ao câncer de pulmão, independente do status de tabagismo. “Nossa abordagem permite o desenvolvimento de novas pontuações poligênicas, que podem melhorar as aplicações da medicina de precisão para câncer de pulmão em fumantes e não fumantes”, analisam os autores.