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Estudo sul-coreano demonstrou que a adoção de cuidados paliativos em pacientes com  câncer avançado teve impacto positivo no estado geral de saúde e na qualidade de vida no intervalo de 18 semanas, mas não mostrou diferenças significativas em 24 semanas. No entanto, houve melhora nas habilidades de enfrentamento entre aqueles que receberam intervenções de cuidados paliativos (CP), especialmente em relação à tomada de decisão, além de maior taxa de sobrevida em 2 anos no grupo que recebeu 10 ou mais intervenções de CP, indicando que a adesão à intervenção intensiva de CP pode aumentar a taxa de sobrevida nessa população de pacientes.

Análise retrospectiva que avaliou o impacto do mapeamento de linfonodo sentinela (SLN) no risco de metástase isolada de linfonodo para-aórtico positivo mostrou que o protocolo SLN prevê com precisão o status linfonodal e pode diminuir o risco de falha na identificação de metástase de linfonodo para-aórtico isolado em comparação com a linfadenectomia sistemática. O estudo tem como primeira autora a médica Jacqueline Menezes (foto) e participação de Glauco Baiocchi, chefe do Departamento de Ginecologia Oncológica do AC Camargo Cancer Center, que assina como autor sênior e autor correspondente.

A radiodermatite é um efeito colateral comum em pacientes submetidos à radioterapia como parte do tratamento multimodal do câncer de mama. Pesquisa com participação de Gustavo Nader Marta (foto), médico especialista em radioterapia do Hospital Sírio Libanês, em São Paulo, mostrou que o uso de películas ou curativos de barreira (Mepitel Film, Hydrofilm e StrataXRT) reduziu a incidência de descamação úmida na comparação com o padrão de tratamento, enquanto Hydrofilm e Mepitel Film foram mais eficazes na redução da dor, coceira e sensação de queimação (p < 0,01).

A União Europeia aprovou a combinação de durvalumabe (Imfinzi) e olaparibe (Lynparza) para o tratamento de pacientes com câncer endometrial primário avançado ou recorrente. “Esta é a primeira combinação de imunoterapia e inibidor de PARP aprovada para o tratamento do câncer de endométrio”, destacou o comunicado divulgado pela farmacêutica Astrazeneca.

Em uma análise que considerou 30 tipos de câncer entre homens, pesquisadores demonstraram disparidades substanciais em casos de câncer e mortes por idade e status econômico dos países. “Entre 2022 e 2050, os casos de câncer e a mortalidade estão projetados para mais que dobrar em países/territórios com índice de desenvolvimento humano (IDH) baixo e entre homens com mais de 65 anos”, destacaram os autores de artigo publicado na Cancer, periódico da American Cancer Society (ACS).

Pesquisadores do Melvin and Bren Simon Comprehensive Cancer Center da Universidade de Indiana concluíram o mapeamento mais extenso de células mamárias saudáveis realizado até hoje. Publicado na Nature Medicine, o estudo oferece uma ferramenta importante para pesquisadores, com achados que ajudam a compreender como o câncer de mama se desenvolve, além de revelar diferenças no tecido mamário entre ancestralidades genéticas.

Em uma grande análise de mundo real, osimertinibe demonstrou sobrevida livre de progressão e sobrevida global superiores e melhor tolerabilidade em comparação com afatinibe e erlotinibe em pacientes com câncer de pulmão de células não pequenas metastático com mutação atípica de EGFR. Os resultados foram publicados no Lung Cancer Journal.

Qual é o método ideal para avaliar a neuropatia periférica induzida por quimioterapia (NPIQ)? Estudo de coorte publicado no JAMA Network Open demonstrou que as medidas de resultados relatados pelo paciente apresentaram capacidade superior de avaliar a NPIQ, discriminar sua gravidade e capturar com mais sensibilidade o desenvolvimento dos sintomas em comparação com abordagens neurológicas e sensoriais funcionais para avaliação da neuropatia.

A mastectomia bilateral para o tratamento de câncer de mama unilateral reduz o risco de mortalidade por câncer de mama em 20 anos? Estudo de coorte incluindo 661.270 mulheres com câncer de mama unilateral que foram pareadas por tipo de tratamento (lumpectomia, mastectomia unilateral ou mastectomia bilateral) e acompanhadas por 20 anos demonstrou que a mastectomia bilateral foi associada a uma redução estatisticamente significativa do risco de câncer de mama contralateral, mas não da mortalidade por câncer de mama. Os resultados foram publicados no JAMA Oncology. O mastologista Cesar Cabello (foto), professor da Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP), analisa os resultados.

Quais são os resultados da radioterapia pós-mastectomia hipofracionada (16 tratamentos) no cenário de reconstrução baseada em implantes em comparação com a radioterapia convencionalmente fracionada (25 tratamentos)? Ensaio clínico randomizado relatado no JAMA Oncology mostra que o hipofracionamento não teve impacto significativo na melhora do bem-estar físico em comparação com o regime de fracionamento convencional, corroborando evidências crescentes da radioterapia pós-mastectomia hipofracionada em pacientes com reconstrução baseada em implantes.

Após a cirurgia de câncer de mama, médicos e equipes de enfermagem precisam estar atentos às necessidades específicas de mulheres que são mais jovens, têm perfil de instrução superior e recebem quimioterapia e radioterapia. O alerta é de estudo publicado no Supportive Care in Cancer, que mostra maior necessidade de apoio nesse grupo de pacientes.

Análise que envolveu quase 60 mil participantes apresenta as associações entre o classificador genômico (CG) Decipher e os riscos de metástase e recorrência bioquímica após biópsia de próstata e prostatectomia radical entre pacientes testados e tratados no ambiente do mundo real. Os resultados estão no Europen Urology Oncology e sustentam que o CG ajudou a estimar o risco de recorrência e metástase na população avaliada.

Vários fatores precisam ser considerados ao tratar tromboembolismo venoso (TEV) associado ao câncer e, embora várias diretrizes de tratamento sejam úteis, elas não refletem a especificidade de cenários que podem surgir na prática clínica. Artigo de Van Cutsen et al. no European Journal of Cancer fornece um resumo das evidências mais recentes e uma abordagem prática para o tratamento de TEV associado ao câncer.